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Imóvel comercial X
residencial: veja qual bem oferece melhor relação risco-retorno
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Fonte:Yolanda Fordelone - AE
Ao investir, é importante analisar a região e as condições do
imóvel comercial
Quem investe em imóveis tem mais decisões a tomar do que
simplesmente garimpar regiões que tenham boa perspectiva de
valorização. A aplicação pode ser direcionada tanto para imóveis
comerciais, como residenciais. Segundo especialistas, os
primeiros trazem a vantagem de terem maior taxa de retorno em
aluguéis, mas, em compensação, têm mais problemas para retirar
inquilinos de longa data.
“Imóveis residenciais rendem, em média, 0,5% ou 0,6% do valor
investido”, calcula o diretor comercial da Lopes Consultoria,
Daniel Dequech. Em imóveis residenciais mais baratos (entre R$
100 mil e R$ 150 mil) a taxa é um pouco melhor, de 0,8%. A
porcentagem sobe para 1% na maioria das locações comerciais.
O
motivo é simples e pode ser explicado pela lei de oferta e de
procura. “No mercado comercial o número de áreas livres diminuiu
muito”, explica Dequech. No caso da outra categoria de imóveis,
há mais bens disponíveis do que público interessado.
O
fato de haver muita procura por imóveis comerciais, no entanto,
não livra o investidor do trabalho de pesquisa. O diretor da
Lopes garante que imóveis modernos e bem localizados
dificilmente ficam desocupados por muito tempo. Entre as regiões
indicadas, estão proximidades da Avenida Engenheiro Luís Carlos
Berrini, da Avenida Brigadeiro Faria Lima, da Avenida Nova Faria
Lima (prolongamento sul da via), e o bairro da Vila Olímpia.
Inquilino-problema
Imóveis comerciais, no entanto, trazem uma desvantagem em
relação aos residenciais: a lei permite que inquilinos que
estejam no imóvel por mais de cinco anos tenham o benefício de
renovar o contrato automaticamente. “No aluguel comercial, o
lojista pode renovar o contrato por igual período, mas o dono do
imóvel nem sempre está disposto a renová-lo”, explica o advogado
Siqueira Castro Advogados, Luciano Rinaldi. Para renovar a
locação, o interessado deve entrar com uma ação renovatória no
período de um ano a seis meses antes do vencimento do contrato.
Em
geral, essa ação é movida por inquilinos que alegam que perderão
clientes se mudarem do imóvel. “Isso não acontece com o aluguel
residencial”, diz o advogado. Segundo Rinaldi, para negar a
renovação o proprietário deve ter uma justificativa, como uma
reforma que aumente a área construída em no mínimo 20%, um
pedido do poder público para desocupar o bem, ou o uso
residencial próprio ou de parentes que não tenham imóveis. “Se
não quiser renovar o contrato e não tiver um motivo, o inquilino
pode até cobrar indenização por perda do ponto comercial,
clientela ou outra razão”, diz.
A
recomendação é que o investidor faça uma boa pesquisa sobre o
inquilino antes que ele alugue o imóvel. Caso contrário, poderá
ter que ficar com um inquilino problemático - que atrasa o
pagamento, por exemplo - por anos.
Para qualquer tipo de investimento, inclusive o imobiliário,
também vale a regra da diversificação. “É como uma carteira de
ações. O investidor deve montar uma carteira equilibrada e
aplicar em diversos tipos de imóveis para diminuir o risco”,
recomenda Dequech. |
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Já ouviu falar
em caçador de agências?

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Para quem gosta de alugar imóveis,
investimento em agências bancárias pode ser uma boa oportunidade
Yolanda Fordelone - AE
Há investidores no mercado imobiliário que preferem aplicar em
residências. Outros buscam revender ou alugar imóveis
comerciais. Existe uma minoria no mercado, no entanto, que
investe num tipo específico de imóvel: as agências bancárias.
“É recomendável a diversificação de imóveis e isso pode ser
feito inclusive com a locação de agências bancárias”, afirma o
presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do
Estado de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto. Segundo
o especialista, a principal vantagem é a segurança que esse tipo
de locação proporciona. “Os contratos são de cinco anos e,
geralmente, o banco renova por mais cinco”, diz.
Para o “caçador de agências” profissional, Gabriel Jorge Neto,
há outros pontos positivos no investimento. “Esses imóveis
geralmente são bem localizados. Ficam em pontos comerciais e
dificilmente irão ficar desocupados no futuro”, explica.
A conservação do bem é o segundo ponto positivo para o
investidor, que já aplica há mais de 30 anos no mercado
imobiliário. Segundo Jorge Neto, na maioria das vezes, o próprio
banco se responsabiliza pelas despesas de manutenção, como
pinturas e conservação da fachada do imóvel. “Quando há uma
reforma estrutural, como a modificação de um telhado, muitas
vezes, a instituição faz acordos e arca com metade dos gastos”,
diz.
Até hoje, o investidor nunca teve uma agência bancária
desocupada. Mas, caso algum inquilino rompesse o contrato, ele
explica que não precisaria fazer grandes alterações no espaço
para alugá-lo novamente. Entre os locadores potenciais aparecem
agências de automóveis, restaurantes finos e escritórios de
advocacia. O investidor ainda cita a pontualidade no pagamento
do aluguel.
Rentabilidade
A rentabilidade, em alguns casos, chega a 1%, segundo o
presidente do Creci-SP. ”Depende da localização. Imóveis em
pontos estratégicos, como a região da Berrini, em São Paulo, são
valorizados. A região da Oscar Freire (São Paulo) também
apresenta um bom retorno porque tem possibilidade de
crescimento”, afirma.
“Também depende do preço de compra do imóvel. Se você consegue
achar um imóvel por um preço razoável, o retorno é maior”, diz
Gabriel Jorge Neto. O investidor aplica em cidades que, segundo
ele, estão localizadas em “regiões de progresso”, como
Uberlândia, Ribeirão Preto, Campinas e Jacarepaguá (bairro do
Rio de Janeiro).
Segundo Jorge Neto, os bancos estão ampliando o número de
agências na periferia de grandes cidades. Esses locais trazem
uma vantagem e uma desvantagem. O ponto positivo é que o
interessado ainda consegue encontrar imóveis ou terrenos
grandes, por um bom preço, porque os bairros não são
valorizados. “O risco é que, por causa dessa enorme oferta de
imóveis, o banco pode romper o contrato e se mudar para o imóvel
do seu vizinho se o preço tiver muito melhor”, explica.
Como encontrar uma agência?
Encontrar uma agência bancária entre 2002 e 2004 era uma tarefa
menos trabalhosa. Naquele período, os bancos promoveram diversos
leilões de agências, com contratos de locação por 20 anos. A
legislação exigiu que, a partir de dezembro de 2002, essas
instituições possuíssem até 50% do patrimônio em bens
imobilizados. A outra metade deveria estar investida em caixas
eletrônicos, em ações, entre outros bens.
Atualmente, o interessado precisa ficar atento ao mercado, fazer
uma boa pesquisa das regiões para onde os bancos estão indo e,
se possível, ficar amigo do corretor de imóveis. “Deixo avisado
nas corretoras de algumas regiões. Quando aparece uma
oportunidade, eles me avisam a rua onde o banco quer se
instalar, por exemplo”, explica. Os próximos passos são
encontrar um imóvel que atenda as exigências da instituição e
avaliar se o gasto com possíveis reformas não será alto demais
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